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Opinião - Autismo: o amor é azul

No dia 2 de abril celebramos o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. O mês inteiro é dedicado às discussões e ao debate sobre o transtorno do espectro autista (TEA), que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. A data é lembrada com vários desafios a serem superados, que vão desde o diagnóstico complicado até mesmo a garantia dos direitos fundamentais das pessoas com o transtorno. O autismo tem como símbolo mundial a cor azul. Foi descrito pela primeira vez em 1943, nos Estados Unidos, e até hoje o seu principal obstáculo é fazer com que o mundo saiba que ele existe. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), existe um caso de autismo a cada 110 pessoas. Dessa forma, estima-se que no Brasil, com seus 220 milhões de habitantes, existam em torno de 2,5 milhões de pessoas com o problema. Todavia, independentemente de qualquer dado oficial, temos o dever de buscar e criar políticas públicas que possam efetivamente promover a inclusão social dessas pessoas. Em todo o Brasil existe uma vasta gama de leis que defendem as pessoas com deficiência, incluindo neste rol os autistas. No Estado de São Paulo temos defendido esta causa com o afinco e a coragem que a questão exige, principalmente na conscientização e na promoção da inclusão social do autista. No final de 2017 protocolei, na Assembleia Legislativa de São Paulo, um pedido para a criação da Frente Parlamentar em Defesa do Autista, justamente com o objetivo de debater e levar o tema para toda a nossa sociedade. Trilhar caminhos que permitam elucidar possíveis direções para pessoas com o espectro do autismo é um desafio constante para todos nós. Juntos podemos conhecer melhor o trabalho das instituições que assistem e educam as nossas crianças autistas e suas famílias, criando mecanismos para definir as linhas de ação na perspectiva de garantir os direitos constitucionais de todos. A verdadeira inclusão passa obrigatoriamente pelo respeito à persidade, pelo redimensionamento do nosso olhar sobre o "diferente". E, acima de tudo, a inclusão passa pelo amor, ingrediente indispensável para a superação de qualquer barreira. Célia Leão é deputada pelo PSDB
11/04/2018 (00:00)
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